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Maquinaria RockFest 17/05/2008 - Espaço das Américas |
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Por Flavio Santiago
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26 de May de 2008 |
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Confira como foi o primeiro dia do Festival Maquinaria Rockfest, realizado no Espaço das Américas em São Paulo |
Um festival como há muito não se via, essa foi a proposta do Maquinaria Rockfest, festival que fez a junção de nomes conhecidos da cena musical nacional e internacional e de bandas independentes. As atrações se revezavam em dois palcos onde os fãs podiam presenciar sem intervalos uma verdadeira maratona musical.
O público fez a sua parte e compareceu em bom número neste primeiro dia de evento que era destinado ao fãs de metal, embora o público tenha comparecido as expectativas dos organizadores não foram alcançandas em relação ao número de expectadores, mas independente de quantidade, o que prevaleceu nesse dia foi a qualidade do evento que tratou as bandas da mesma maneira e forneceu todo suporte, propiciando assim a oportunidade das bandas independentes mostrarem seu trabalho com qualidade ao público presente. As atrações deste primeiro dia foram as nacionais:Sepultura, Ratos de Porão, Threat, Motorocker, Embrioma, Korzus, Child Of Flames, Sayowa, Matanza e Sun Turns Black e as internacionais:Biohazard, Suicidal Tendencies, Misfits, Tristania e Muscaria.
O festival começou a incendiar quando os paulistas do Korzus subiram ao palco, com um show rápido e certeiro fizeram a alegria dos bangers com musicas como: Agony, Internally e Guilty Silence, para encerrar uma cover de Rainning Blood do Slayer, show matador.
No palco 2 a banda Threat vencedora da etapa brasileira de bandas que tocarão no Wacken Open Air esse ano, fez um show coeso e mostrando musicas de seu cd Heaven to Overhrow e uma cover de Machine Head para a musica Davidian.
Já no palco1, tudo pronto para a entrada do Ratos de Porão e o grupo veterano de hardcore, mostra porque é tão venerado pelo público paulista, faz um show avassalador, com musicas que mais parecem hinos o quarteto capitaneado por João Gordo, coloca o Espaço das Américas abaixo com músicas como: Suposicollor, Beber até Morrer, Aids, Pop e Repressão e o hit Sofrer.
No palco 2 a banda Motorocker fez um show morno com influências mais que claras de ACDC o que acabou dispersando o público que se aglomerava em frente ao palco principal para ver o Misfits, banda essa que subiu ao palco poucos minutos depois e fez a alegria dos jovens punks de plantão, vale ressaltar que essa re-edição do Misfits conta apenas com Jerry Only da formação original, o que tira um pouco o brilho da apresentação, mas sucessos como Attittude, Die, Die My Darling, 20 eyes, American Psycho e Last Caress, um show competente mas que deixa a desejar, se imaginarmos que apenas Jerry Only figura entre membro da formação original.
No palco 2 a banda Embrioma foi uma grata surpresa aos fãs que se aglomeravam junto ao palco, as influências de new metal eram bem evidentes, mas não descaracterizam a banda que tinha influências de rock industrial, o resultado foi bem interessante e conseguiu prender a atenção do público.
Sepultura no palco é sinal de destruição na pista, o quarteto brasileiro faz um show impecável, a banda mesmo sem a figura dos irmãos Cavallera, mostra que tem muito potencial para seguir em frente, a prova disso foi um show enxuto e com um set bem dividido entre musicas da era Max e musicas interpretadas por Derick Green, o público aprovou, outra boa surpresa foi ver Jean Dollabella a frente da bateria do Sepultura, o músico tem competência e carisma para o posto assumido. Os destaques desse show foram os hinos Root Bloody Roots, Desperate Cry, Arise e Orgasmatron.
Após o show do Sepultura houve uma inversão da ordem das bandas e o Tristania é quem sobe ao palco, o Matanza se apresentaria bem depois, os fãs ainda desavisados viram um show morno e pouco interessante, os poucos fãs da banda viram um banda reformulada e sem o brilho de outrora, mas musicas como Beyond The Veil, World of Glass e Libre garantiram a alegria dos fãs.
Após o show do Tristania uma legião de fãs gritava incessantemente o nome Suicidal, Suicidal, enfim as luzes se apagam e a introdução de You Can´t Bring Me Down toma conta do Espaço das Américas, eis que surge ao palco Mike Muir e cia, começava ai a destruição total, o publico não parava um minuto e a som de verdadeiros hinos do skate como War Inside My Head, Send Me Your Money, I saw your Mommy e Possessed to Skate. A banda reformulada proporcionou aos fãs momentos históricos como só uma banda como o Suicidal Tendencies poderia fazer, com uma boa movimentação em palco Mike Muir tinha o público nas mãos, show perfeito, pena que curto demais, diziam os fãs.
Enfim para encerrar esse glorioso festival chega a hora dos nova iorquinos do Biohazard mostratem sua força, a banda que faz uma turnê comemorativa de seus 20 anos e com sua formação original, sobe ao palco e mostra porque é admirada nos 4 cantos do planeta, com um som poderosissímo o quarteto abre o massacre com Shades of Grey, seguida de What Makes us Tick e Chamber Spins Three, era o suficiente para a banda ter o público sob controle, a banda tocou basicamente músicas de seus 3 primeiros álbuns no qual o guitarrista Bob Humbell fez parte, o que tornou o show algo muito especial para os fãs, pois puderam ouvir músicas raras de serem executadas. Sempre comunicativos a banda tentava passar sua mensagem e até arriscavam palavras em português. Os destaques do show foram as músicas Urban Discipline, 5 blocks to the Subway, We´re Only Gonna Die e Punishment.
As poucas testemunhas que se mantiveram após a destruição do Biohazard, ainda viram os equatorianos do Muscaria com um show poderoso, mas infelizmente visto por poucos
TEXTO E FOTOS:
FLÁVIO SANTIAGO
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