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Joey Belladonna - Manifesto Bar - 24/07/2008 PDF Imprimir E-mail
Por Flavio Santiago   
06 de August de 2008

Sem Imagem  Confira como foi o show de Joey Belladonna, ex - vocalista do Anthrax no Manifesto Bar 

Pela primeira vez no Brasil, o vocalista da fase clássica do Anthrax se apresentaria por aqui. Muitos falam que ele era da formação original, o que não é verdade. O primeiro vocalista do Anthrax a gravar um disco com a banda foi Neil Turbin. De qualquer forma, foi uma noite histórica, fria em São Paulo, com uma garoa muito fina, dentro do mês e meio de estiagem que a cidade passou. Quem abriu a festa foi o Threat, vencedor do Metal Battle no Brasil e que estará tocando no Wacken Open Air deste ano por isso, este seria o último show da banda antes do show histórico.
A banda contou com pouco público, mas a mesma fez um show correto e deve ter apavorado os alemães com seus riffs ganchudos, som moderno e pesado. Logo após seu término, com pouco tempo, a banda de Belladonna entra no palco. De uma hora para outro, o Manifesto fica abarrotado! Joey abre o set com três músicas de sua carreira solo, dos quais as duas primeiras foram legais, lembrando algo de Anthrax e a terceira, bem mediana. Não conheço nada de sua carreira solo e não conhecia estas músicas. Mas na boa, o que todos esperavam eram os clássicos do Anthrax. Acabando a terceira música, Joey começa a falar com a platéia, pedindo desculpas por não ter vindo antes, que sabia que aqui tinha muitos fãs seus, que queria ter tocado aqui antes, que adora o Brasil e etc, terminando com a frase "before later than never"! Ali começaria o assalto Thrash Metal. A primeira seria anunciada direto na guitarra, com os riffs de Madhouse. Para delírio de todos e deste que voz escreve. Madhouse foi a primeira música do Anthrax que ouvi e um dos primeiros videoclipes que assisti na minha vida. Como assisti o show de cima, a cena que vi do público lá embaixo, foi dantesca, quase igual aos doentes mentais do clipe. Na seqüência... Medusa! Ali começaria uma verdadeira invasão ao palco, com um monte de gente pulando, mais para querer aparecer para seus amigos tirarem fotos e depois colocarem no Orkut, do que por curtir mesmo o momento. Viriam ainda Antisocial cover que o Anthrax gravou e sempre tocou da banda francesa Trust (banda que revelou Nicko McBrian para o Iron Maiden e que recebeu, em troca, o ex-Iron Maiden Clive Burr). Ali, abriram-se duasrodas de pogo e banguing, com todos se debatendo. Nunca pensei em ver isso no Manifesto. Entre uma música e outra, Belladonna falava muito, geralmente contando a história da próxima música que tocaria, ou falando passagens interessantes de sua carreira, ou falando pura besteira mesmo. Indians chegou a emocionar muitos com sua batida tribal, xamânica, só faltando o tradicional cocar que ele usava nesta música nos tempos áureos do Anthrax. Falando em índio, a cara de índio velho que Belladonna está é digna daqueles desenhos do pica-pau no velho oeste. Falando ainda da parte física, Belladonna está muuuuuuuuito melhor do que o que vimos no DVD Alive 2 de 2005, na turnê de reunião do Anthrax. No DVD vimos um Belladonna parado no palco, acima do peso e ofegante. No Manifesto, vimos um Belladonna em forma, magro, sem parar um instante e cantando muito. Inclusive, nos agudos, ele detonou! Não entendo porque ele não estava assim na turnê de reunião com sua ex-banda, já que isso faria aumentar seu cachê e poderia prorrogar a tour. Mas quando um grupo de pessoas não se dá bem, não adianta. Voltando, ouvimos ainda Time, também para botar fogo no bar, cantada em uníssono e quando eu cantava o refrão, Belladonna olha para mim e mostra "o dedo" médio, e depois sai rachando o bico. Aliás, apresentação em pubs e bares faz com que isso ocorra: o músico ficar cara a cara com o público, e Joey encarou todos, tirou barato, dava cerveja, fazia piada. Esbanjou carisma! Outra cantada por todos e esperada foi NFL, outro clássico. E foram outras, como Caught In A Mosh e a surpresa foi a cover do Black Sabbath para Heaven And Hell, com Belladonna cantando-a a altura de Dio, nos dois sentidos: seja no alcance vocal (ele está cantando muito mesmo) e seja imitando o Dio, nos trejeitos e se abaixando ficando bem baixinho. Enfim, tivemos uma noite histórica, para lavar a alma dos fãs de Thrash Metal, de sua ex-banda e de sua fase nela. Será que haverá outras reuniões no futuro? Se houver, que passem no Brasil, pois quando ocorreu em 2005/2006, o dólar ainda estava alto e não havia condições para tantos shows como temos neste ano. 

Texto: Julio César Bocatter
Fotos:  Flávio Santiago

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