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Manual do Hedonista – Dominando a Esquecida Arte do Prazer, de Michael Flocker, não foi feito para você, mas pode te ajudar a deixar de ser o cara mais chato do mundo.
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Se você prefere fazer o trabalho de um colega a tomar todas com sua turma; vive com horários determinados até para usar o banheiro; e costuma ficar até o fim das festas (sóbrio) para ajudar o dono da casa a arrumar toda a bagunça, o Manual do Hedonista – Dominando a Esquecida Arte do Prazer, de Michael Flocker, não foi feito para você, mas pode te ajudar a deixar de ser o cara mais chato do mundo.
O livro, lançado recentemente pela editora Rocco, é um guia que ensina o leitor a deixar de dar tanta importância para coisas que tornem sua vida ainda mais estressante e cansativa. Boa parte do que está contido em suas páginas você escuta todos os dias da sua consciência – que sabe que você precisa de descanso. Ele acaba te dando aquele empurrão para você concretizar essas idéias.
Para Flocker, todos os prazeres da vida estão ao seu dispor, é só uma questão de dar tempo para o que é mais importante: viver bem. Durante a obra, o autor questiona o leitor sobre sua rotina diária, alienação pelo trabalho e abandono completo da busca pela felicidade. Mas a principal questão é: o que você é? Será que você é o seu trabalho ou seus desejos mais profundos?
Entre os melhores momentos do livro está o trecho em que ele relaciona os principais meios de obtenção de prazer, como comidas gordurosas, sexo, drogas, folgas, praticar maldades e sacanear os que levam a vida muito a sério. Quem sabe viver e não precisa destas dicas encontra no Manual uma leitura divertida e deliciosa.
Outro atrativo da obra são as lindas ilustrações que lembram as antigas charges, como as do brasileiro Ângelo Agostini. Quase todas estão acompanhadas de frases de efeito, citações jocosas e piadas satíricas sobre pessoas sedentárias e infelizes.
Outro detalhe que torna a obra ainda mais sacana é a abertura de capítulos com um aforisma clássico pertinente ao assunto. Dos quais se destaca a crítica aos bajuladores: “Um dos sintomas de um eminente colapso nervoso é acreditar que o próprio trabalho é importantíssimo.” – Bertrand Russel.
Apesar do tom de auto-ajuda, o Manual do Hedonista é uma obra extremamente subversiva que provavelmente deixaria aquele seu chefe impertinente de cabelos em pé. Um livro que te ajuda tanto a decidir qual o melhor entorpecente para a sua personalidade, como a não exagerar nas extravagâncias e ficar tão pirado que a sua fonte de prazer se torne a origem da sua dor.
O Manual do Hedonista tem 148 páginas, formato 13,5 x 18,5 cm e pode se adquirido por R$ 34,00 nas melhores livrarias.
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