set
20
2009
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Folha de Papel ao Vento

Mais um poema mixuruco.
Créditos a revisão da Maligna, como sempre! 

Folha de Papel ao Vento

Por que sempre é tão difícil levantar da cama,
Trocar de roupa, tomar café, escovar os dentes, vestir algo bacana,
A trabalho ou por qualquer outra obrigação, tanto faz,
Sempre levado como uma folha de papel ao vento, de controlar meu destino pareço incapaz

Um mundo cheio de tristeza me aguarda, atrás de um girar de chave,
Penso em desculpas , mais um parente doente, não me parece convincente,
Os meus devaneios me levam até a calçada, em um ato inconsciente,
Estou pronto para o mundo: tão triste, horrendo e deprimente.

O sol queima, o barulho ensurdece, o ar é como areia movediça,
Vejo centelhas de esperança nas crias do esquecimento,
Milhares de olhares de desalento:não existe brilho, apenas cinzas,
Vejo o mal singrando a escuridão a procura de alimento.

Ah! Como gostaria de poder controlar o tempo,
Aproveitar a plenitude dos dias perfeitos, talvez até dos imperfeitos,
Escutar o coração dizendo que não existe razão para sofrimento,
Que existe felicidade em ser uma folha de papel ao vento.

Ricardo de Souza, 08/09/2009
 

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